terça-feira, 8 de julho de 2008

Dia 24 Budapeste - Dunafoldvar

Provisório *

O percurso de hoje näo apresentou muitas dificuldades topograficas. Quase todo o caminho foi plano com ventos fracos ou moderados. Mas não foi um dia tranquilo. O transito pesado foi o pesadelo do dia. Saimos do hotel as 830. Levamos 30minutos para sair da cidade e somente depois de 28Km tivemos acesso a uma estrada menos movimentada.

Depois de passarmos por estradas praticamente desertas o roteiro do guia nos leva para a rodovia nacional 51, que de boa ideia não tinha nenhuma. Foram 15 Km perigosos e tensos com muitos caminhoes e carretas passando por nos. Graças a Deus que os motoristas respeitam ciclistas. Alguns deles chegaram ate a parar para esperar o momento de nos ultrapassar.

Não havia acostamento e a tensao era muito grande.






Depois do Km 60 o Renato comecou a sentir o joelho direito de forma mais intensa. Diminuimos o ritmo e fizemos algumas paradas. Tinhamos 2 cidades para dormir. Escolhemos esta por ser maior do que Solt. Tivemos que pegar 3 Km finais de muito transito de caminhoes. Ficamos num hotel muito legal. -m chale com dois quartos. Amanha o trajeto deve ser ate Baja, mas vai depender do Renato.

A foto é de um palacio de Eugenio de Savoia.

* Atualizado com o roamming da TIM.

Hoje o dia estava muito bom para pedalar. Nublado, fresco e sem prometer chuva. Depois de deixar o centro de Budapeste permanecemos em avenidas ou estradas secundárias que unem pequenas cidades nos arredores de Budapeste. Indo para o Sul, conseguimos obter uma estrada livre apenas de pois de 30 Km. Paramos num supermercado para comprar algo para beber e flanela para limpar as correntes que já estavam carentes. Dentro do supermercado um senhor, funcionário do mercado, veio falar conosco. A conversa foi em alemão. Peguntou da onde éramos, para onde íamos. Disse que há uns dois meses passaram tres holandeses que estavam indo para .... Pequim. Paguei minhas compras e na saída fiquei apaixonado. Ela tinha olhos azuis, cabelos loiros e não parava de me olhar. Trocamos alguns olhares e me aproximei. Estendi minha mão e ela me tocou suavemente com suas pequenas mãos. Segurou com sua mão inteira meu dedo indicador. Com um sorriso lindo olhava para mim. Ela estava fasciina com as minhas luvas. Queria tocá-las. Ela não tinha mais do que oito meses, mas foi o rosto mais bonito da viagem. Pena que não deu para fotografá-la. Sua mãe olhou para mim, deu uma risada e empurrou o carrinho onde estava aquela menina linda, que ainda ficou olhando para trás tentando me ver. Sai do supermercado e mais de dez minutos o Ferreira não saia. Estava atrás de mim na fila para pagar. Voltei lá e ele esbravejava ao telefone com alguém do cartão Visa que havia bloqueado seu cartão. Paguei a conta com o meu cartão enquanto ele continuava a brigar com o atendente. Depois de limparmos e lubrificarmos as corrente continuamos a pedalada. Uma hora depois paramos numa pequena vila para comer uns salgados. Sentamos num banco que ficava num local que parecia ser alguma repartição pública. Ficamos lá uns 15 minutos. Um senhor veio com alguns folhetos na mão e em alemão disse que eram cartões postais de Szigetujfalu, a cidade onde estávamos. Explicou que ali era uma ilha onde o Danúbio se dividia em dois.Nos despedimos continuamos a pedalar. Alguns quilometros abaixo paramos em frente de um inesperado palácio, que funcionava como Hotel. Foi construido pelo Príncipe Eugenio de Savoia que derrotou o exército turco. O palácio foi construído entre 1720 e 1722 (www.savoyai.hu). Uma surpresa inesperada. Parece brincadeira mas numa pequena vila acamos nos perdendo, Makad era o seu nome. Chegamos ao final da ilha e passamos para o lado esquerdo do Danubio onde pegamos a rodovia movimentada que descrevi há pouco. Ao optar por Dunafoldvar esperávamos encontrar mais opções de hotéis e restaurantes. Como chegamos as 18 horas, obtive uma lista de pensões e um hotel, que acabamos ficando por ser muito confortável. Deixamos os alforges e fomos de bicicleta o centro da vila onde jantamos. As 9 da noite estávamos de volta para tomar banho, assistir TV, com direito a ver a novela O Clone em Húngaro. Fiquei estudando alguns mapas para ver o quer faremos amanhã. Temos que evitar a rota 51. Marcamos o café para as 8 para compensar o despertar as 6:00 de hoje.

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